sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Esperança

O ser humano, como já foi analisado anteriormente, tem que, de qualquer maneira, justificar sua vida; e ter esperança dum pós-morte. A esperança de melhorar na vida confunde-se com o seu sentido se seguirmos esse raciocínio:
A esperança é inata. Desde o minuto em que tivemos a iluminação como espécie pensante, apareceu uma necessidade de continuar vivendo e para isso um sentido. O problema é que o sentido é desconhecido pelo simples fato de não existir. Sendo assim a evolução nos levou à segunda opção: a esperança.
A vida acaba, quando acaba também a esperança do indivíduo.
A esperança individual é uma necessidade humana. A esperança coletiva pode, rapidamente, ser transformada em conformismo.

By: Samuca

terça-feira, 6 de julho de 2010

Psychocitizen

Era uma tarde qualquer, em uma cidade qualquer. As pessoas se movimentavam, viviam seu cotidiano. Nada de diferente na rua, a não ser uma certa agitação fora do comum.
Via-se, no chão, uma briga. Assaltante e assaltado, ambos raivosos. A vítima, um jovem de 16 anos, mantinha-se em cima do criminoso. Seus braços, em um ritmo acelerado, dilacerando o rosto do delinquente, um homem adulto e forte. No rosto do rapaz, uma expressão assassina; em seus lábios, uma risada cruel e delirante se formava. Sua camisa banhada em sangue saciava aos poucos sua sede de violência.
Ao lado do combate jazia um revólver, antes de propriedade do ladrão. De que adianta o poder do fogo contra o poder da brutalidade? Há 2 minutos, ele era a ameaça....agora não passava de um crânio quase esfacelado. O garoto não pararia, não fosse pelos espectadores interferirem.
No jornal, vê-se uma manchete : Jovem Estudante Reage a Assalto, bandido acaba no Pronto-Socorro. A vítima não sofreu grandes ferimentos, a não ser dois tiros no braço esquerdo e acentuada escoriação nos punhos.
E a vontade de causar a dor incomensurável não acaba.
Legítima Defesa. Psicopatia justificada...

by: Rômulo